CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA. Parque Eduardo VII e a nova estrutura urbana

Autoria:Nuno Nascimento

Orientação:Carlos Cruz

Instituto Superior Técnico - Faculdade de Arquitectura

Finalista

Memória descritiva

O projeto realizado refere-se a um equipamento a localizar no Parque Eduardo VII de Inglaterra em Lisboa destinado a funcionar como Centro de Congressos, resultado da reconversão do Pavilhão Carlos Lopes.  O tema foi selecionado em articulação com a Câmara Municipal de Lisboa (CML), procurando simultaneamente dar resposta a um programa arquitectónico com relevância no quadro das atuais dinâmicas da cidade de Lisboa e contribuir para o debate sobre a mesma. Para além da concepção de um edifício complexo, este é também um problema de desenho urbano, na medida em que se configura como uma oportunidade para repensar o Parque Eduardo VII.

A abordagem adoptada foi de encontro às premissas e programa estabelecido pela CML, explorando novas hipóteses de implantação e de desenho. O equipamento, pela sua dimensão e impacto na cidade, obriga a uma revisão extensa do Parque e das suas ligações com a cidade. O redesenho do espaço público envolvente torna-se intrínseco ao desenho do novo Centro de Congressos.

O novo centro de congressos surge como forma de ligar os espaços e as principais artérias do parque, e para tal, foi pensado como espaço percorrível, afastando-se da ideia pura de objecto arquitectónico.

A ideia de percurso de espaços públicos torna-se premissa para o desenho do conjunto edificado – uma sucessão de praças e espaços de estar que sirvam e desenhem o centro de congressos, transformando-se simultaneamente numa forma de atravessamento do parque. É um projeto que afasta a ideia dominante de mega estrutura arquitectónica, em que o conjunto edificado se afirma como mega estrutura urbana, numa simbiose entre espaços públicos e espaços construídos.

O Centro de Congressos vive para o Parque Eduardo VII e o Parque Eduardo VII vive para o Centro de Congressos.