CINTURAS PERIFÉRICAS. O ‘Cheio’ e o ‘Vazio’ na construção da Cidade

Autoria:Marta Trigueira

Orientação:Vítor Manuel Araújo de Oliveira

Universidade Lusófona do Porto - Faculdade de Arquitetura

Finalista

Memória descritiva

Este estudo centra-se sobre o crescimento das cidades, sobre os seus ‘cheios’ (edifícios) e sobre os ‘seus vazios’ (ruas e parcelas). Em particular, o trabalho parte de uma interrogação/inquietação: a existência de um vazio (parcela) de grandes dimensões numa área consolidada da cidade, é um fenómeno aleatório ou tem por trás uma lógica que o relaciona, de modo estrutural, com outros vazios na cidade? Na resposta a esta pergunta aplicou-se um conceito da geografia urbana – o conceito de cintura periférica (fringe belt).

A primeira parte, após uma breve introdução, compreende como é que este tema, bem como o conceito de cintura periférica, que dá a estas parcelas vazias uma lógica de formação e estrutural, tem vindo a ser debatido. O conjunto de estudos sobre cinturas periféricas assentam não só num olhar para o desenvolvimento histórico-geográfico da cidade incluindo também perspetivas económicas, sociais e espaciais.

A segunda parte, centrada no caso de estudo, identifica as cinturas periféricas que estruturam a cidade do Porto. Partindo de uma análise das parcelas, complementada pelo estudo das ruas e dos edifícios do Porto, identificam-se na cidade atual, três cinturas periféricas: interior, intermédia e exterior. Incluem-se nestas três cinturas diferentes usos como industrias, institucionais, estações ferroviárias, armazéns, e espaços abertos e vazios.

A terceira parte deste trabalho centra-se no projeto de intervenção no Parque das Camélias. O tema do ‘cheio’ e do ‘vazio’, e em particular do ‘vazio’ constituído pelo interior do quarteirão e assumido como espaço público, é explorado. Debatem-se, num quadro mais geral da história urbana do quarteirão das Camélias, as permanências e as transformações resultantes do projeto de intervenção.