Coltivare il parco pubblico. Produzione e distribuzione alimentare lungo la ferrovia a Lisbona. Il caso di Marvila.

Autoria:Marco Rizzi

Orientação:Inês Varela Maia Lobo

Universidade Autónoma de Lisboa | Mestrado integrado em Arquitectura

Finalista

Memória descritiva

Como vamos viver juntos?

Devemos voltar nosso olhar para diferentes temas como planeamento urbano, vida coletiva, agricultura, comércio e ciclo alimentar até que levantemos a hipótese do papel que a arquitetura pode ter quando a produção agrícola também ocorre dentro das cidades.

A estratégia diz respeito ao espaço público e em particular a um projeto de parque, horta e infraestruturas em Lisboa, nomeadamente ao longo da linha ferroviária entre Braço da Prata e Marvila.

A definição do enredo parte da pertinência da via férrea e dos vazios urbanos a ela associados. A intervenção propõe uma melhor ligação tanto no sentido superior / inferior, mas também ao longo da linha ferroviária.

A organização do parque depende dos diferentes tipos de solo estudados nas mapas antigas, mas as intervenções ao longo da linha ferroviária consistem em algumas mudanças da topografia, recobrindo e escavando ao longo da linha.

Na parte do terreno em que existem os maiores vazios urbanos, decorre a nova malha urbana associada às hortas. A posição das edificações permite dar clareza na compreensão dos vazios urbanos conferindo às edificações o papel de filtro.

As moradias inspiram-se no sistema da cartuxa tanto na escala macro como na organização dos módulos. A estrutura de malha metálica do edifício permite ser colonizada não só a partir do programa habitacional, mas também das instalações comuns a todos os níveis.

Os espaços de produção e comércio são fundamentais.

Neste parque agrícola a produção tem um aspeto arquitetónico e o mercado está ligado a uma infraestrutura maior: a estação ferroviária. Isso permite costurar o corte existente e criar um novo elo, principalmente com a sobreposição de diversas estruturas que estão trabalhando em diferentes dimensões. Se o espaço de produção aparece ao longo do parque, o espaço de comércio torna-se um ponto focal no território e novamente a estrutura metálica pode ser colonizada: este espaço pode abrigar um mercado, uma praça ou pode ser próximo a um centro comunitário.

Imagina-se identificar na cidade de Lisboa muitos Marvila: lugares de espera, vazios urbanos ligados ao sistema através de grandes infraestruturas, que permitem repensar o uso do solo da cidade do ponto de vista produtivo, favorecendo a infiltração da agricultura no tecido urbano, incentivando o intercâmbio, as relações humanas, o espaço público, também encontrando respostas para questões que incluem a questão ambiental e a forma como a cidade se alimenta.