FRENTE RIBEIRINHA. Entre Sta. Apolónia e Xabregas

Autoria: Sara Florência Santos

Orientação: Carlos Moniz de Almada Azenha Pereira da Cruz

Universidade de Lisboa Instituto Superior Técnico - Faculdade de Arquitectura

Finalista

Memória descritiva

O presente projecto constitui o Projecto Final de Mestrado Integrado de Arquitectura, cuja temática consiste numa reflexão crítica sobre a Frente Ribeirinha compreendida entre a Estação de Santa Apolónia e a Rua Gualdim Pais. A possibilidade, lançada pela Câmara Municipal de Lisboa no âmbito deste exercício, de desactivação das infra-estruturas ferroviária e portuária constituiu um potencial de transformação de grande escala que, neste trabalho, se procurou desenvolver. Neste âmbito, a leitura dos processos de ocupação constitui o ponto central de investigação e de compreensão da identidade e imagem, outrora existente e hoje totalmente perdida. A compreensão dos diferentes limites deste território, sucessivamente manipulados pelo Homem através da construção de aterros, permitiu compreender a implantação dos inúmeros palácios, quintas senhoriais e conventos, bem como a relação directa que estes estabeleciam com o Rio Tejo e com as praias fluviais existentes antes do período industrial. A proposta de intervenção consiste na reinterpretação da antiga margem da cidade, hoje representada pelo muro de contenção da ferrovia, e na sua transformação num sistema totalmente permeável de muros, plataformas e elementos de transição de cota. Este sistema encontra-se intimamente relacionado com um novo parque urbano que pretende reconstituir o espaço de respiração outrora protagonizado pelo Tejo, devolvendo-o à cidade. O parque apresenta três momentos de excepção, correspondentes aos três vales interiores, em que o parque se une ao rio. A frente edificada é, por sua vez, um prolongamento daquilo que foi e é a frente ribeirinha de Lisboa, pontuada por edifícios singulares e por estruturas portuárias, hoje reinterpretadas.