A infraestrutura enquanto elemento compositivo do território. Uma nova vivência para a Ilha do Príncipe

Autoria:Helder Simões

Orientação:Miguel Baptista-Bastos

Universidade de Lisboa - Faculdade de Arquitectura | Mestrado integrado em Arquitectura

Finalista

Memória descritiva

A cidade foi vítima de uma expansão descontrolada e à medida que foi crescendo, a sua salubridade foi reduzindo, visto que a população empobrecida procurava fora da cidade, espaços onde assentar, resultando num crescimento espontâneos.

Esta proposta foca-se na articulação dos dois tecidos da cidade, procurando uma consolidar a zona formal e informal. É proposta a criação de uma infraestrutura linear, de escala urbana, que possua a capacidade de articular a cidade através de percursos, implementação de programa social com inclusão de locais de afluência e novas centralidades, e que ao mesmo tempo desempenhe a sua função principal enquanto infraestrutura de apoio à cidade e que seja capaz de facilitar o acesso das habitações (e da população) aos bens essenciais tais como a água, luz, gás e saneamento.

A infraestrutura é inserida e desenvolve-se ao longo da cidade e funciona como uma espinha dorsal de todo o plano que visa resolver os problemas desde o desenho urbano até à precariedade das habitações. Assim sendo, esta intervenção tem por base providenciar condições para uma maior qualidade de vida nestes locais. Uma intervenção contextualizada com os modos de vida locais é essencial para que se proporcione a aceitação da infraestrutura. Sendo esta um elemento urbano capaz de gerar afluência pública, é utilizado o seu espaço vazio para a inserção de programa público complementar. Este elemento cose a cidade e oferece uma imagem coesa e conduz o caminho da futura expansão dado que também a infraestrutura é expansível.

Não é projectada uma imagem final, mas sim uma ideia livre para apropriação. Tenta-se deste modo mimicar a liberdade da utilização do espaço vazio, mas agora suportada pela Infraestrutura. Visto que a Arquitectura presente na intervenção é uma Arquitectura em constante movimento, ela procura olhar para o passado, projetar no presente, antecipando o futuro.